Templos dourados, tigelas de macarrão fumegante e noites em quartos compartilhados: o roteiro que todo mochileiro faz pelo menos uma vez.
Fazer o sudeste asiático de mochila continua sendo, duas décadas depois de a rota ter se popularizado, uma das viagens mais transformadoras que existem: Tailândia, Vietnã e Camboja conectados por ônibus noturnos, trens lentos e travessias de fronteira feitas a pé. Este guia reúne a melhor época para ir, quanto custa viajar por dia em cada nível de orçamento, o roteiro recomendado trecho a trecho e onde dormir sem esvaziar a mochila de dinheiro.
É uma viagem de contrastes: a energia noturna de Bangcoc, o silêncio verde dos arrozais do norte do Vietnã e a pedra adormecida dos templos de Angkor, tudo ligado pela mesma sensação de estar, enfim, sem itinerário fixo.
| Nível | Por pessoa / dia | O que inclui |
|---|---|---|
| Mochileiro | USD 20–25 | Cama em quarto de hostel, comida de rua, transporte local e templos de entrada gratuita ou barata. |
| Intermediário | USD 45–60 | Quarto privativo ou hotel 3 estrelas, algum passeio em grupo e um trecho em voo interno de baixo custo. |
| Premium | USD 120 ou mais | Hotéis boutique, passeios privativos com guia, spas e voos internos em horários confortáveis. |
Orçamento no destino, por pessoa, sem voos internacionais.
O roteiro clássico entra por Bangcoc, sobe ao norte da Tailândia, cruza para o Vietnã em voo econômico ou por terra vindo do Laos, desce a costa vietnamita de norte a sul e encerra no Camboja antes de voar de volta de Siem Reap ou Phnom Penh.
Primeira parada
Quase todo mochileiro começa por aqui, e por bons motivos: Bangcoc recebe com templos que brilham de dia e mercados noturnos que cheiram a capim-limão e satay na grelha. Dali o caminho sobe até Chiang Mai, onde os templos de madeira escura se misturam a cafés especiais, e termina nas curvas de montanha de Pai, um vilarejo que segura os viajeiros mais do que o planejado.
Segunda parada
O Vietnã é o trecho mais longo do roteiro e o que mais muda de paisagem: o labirinto de ruelas de Hanói dá lugar aos paredões de calcário da baía de Ha Long, e a costa desce depois até Hoi An, onde as lanternas de seda iluminam um rio tranquilo, até o caos vibrante de Ho Chi Minh. O trem da costa, o famoso "Reunification Express", é por si só parte da experiência.
Terceira parada
O Camboja encerra a viagem com a parada mais esperada por muitos: os templos de Angkor, um complexo tão extenso que se percorre de bicicleta ou tuk-tuk ao longo de dois ou três dias inteiros. Siem Reap, a cidade-base, mistura mercados noturnos com uma cena gastronômica que cresce a cada ano, e a pouca distância o lago Tonlé Sap oferece um contraste sereno de vilarejos flutuantes.